JP Borrachas e Parafusos
21 de outubro de 2017
06/10/2017
Emprego em facções têxteis livra trabalhadores da dependência de Bolsa Família

Os trabalhadores do programa Pró-Sertão querem unicamente seguir com o trabalho. Foi o que a reportagem do PORTAL NO AR pôde constatar em Parelhas, no Seridó. No município, antes de ingressarem nas facções têxteis, muitos nunca haviam trabalhado com a carteira assinada e dependiam de programas assistenciais, como Bolsa Família.

O município visitado pela reportagem nesta quinta-feira, 5, tem em torno de 13 facções que hoje viraram a principal fonte de renda em uma terra castigada pela seca e que vê as cerâmicas, que garantiam o sustento de grande parte da população, cada vez mais em crise.

“O funcionamento do Pró-Sertão é muito importante para a cidade. Esse programa foi um incremento para a economia do município que não trabalhava com o ramo da indústria têxtil. A preocupação do MPT deveria ser com tudo o que deu certo”, declarou o prefeito Alexandre Petronilo, do PMDB.

“É um desastre. O que tinha, investi aqui na minha fábrica. Não me vejo trabalhando em outra área”, disse o empresário Ivanildo Santos, da HI confecções, sobre o risco de seu negócio afundar em crise. Ele gera em torno de 30 empregos. Vagas ocupadas por pessoas que não conseguem ver alternativa caso percam a ocupação.

José Hércules trabalha na facção há mais de dois anos quando lutava para encontrar um emprego num município carente de oportunidades. “Não sei qual é o propósito por trás de tudo isso. O que sei é que se as facções pararem prejudica a economia da cidade e as famílias”, comentou.

Delirius

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