JP Borrachas e Parafusos
11 de dezembro de 2017
06/10/2017
Brasil está saindo da recessão e vai crescer com certa estabilidade, diz Martin Wolf

O economista e comentarista-chefe de economia do jornal britânico “Financial Times” (FT), Martin Wolf, afirmou que o mundo já se encontra suficientemente distante dos riscos de entrar em uma “grande recessão”:

— As expectativas sobre o futuro melhoraram, o humor geral é positivo, a tendência é continuar melhorando — afirmou Wolf, que completou:. — A confiança está voltando e há um otimismo generalizado, há investimentos, o setor financeiro está mais forte, o preço das commodities está estável. Temos uma situação melhor do que havia por causa da composição do crescimento e apolítica monetária está ajudando esse movimento de recuperação com uma agressividade nunca vista antes.

Segundo ele, todas as regiões do planeta estão crescendo atualmente, embora o ritmo seja inferior ao constatado antes da crise mundial iniciada em 2008.

— O mesmo consenso vale para o Brasil. Vocês estão saindo da recessão — observou, dizendo, no entanto, que a taxa de crescimento do Brasil poderia ser melhorada e que uma das medidas que poderiam ser tomadas para melhorar esse crescimento, como já tem dito, é aumentar a taxa de poupança interna.

O jornalista britânico ressaltou, no entanto, que acredita que o Brasil vai crescer com certa estabilidade, como vem acontecendo agora, mas nunca será uma China.

— Ninguém será uma China, nem a Índia, sem vocês, nem ninguém. Qualquer conhecimento da história chinesa e do povo chinês mostra que podemos ficar surpresos com o que eles podem fazer. A China é um caso único— afirmou Wolf, que participou do seminário “Cidadão Global”, uma parceria do banco Santander e do jornal “Valor Econômico.

Segundo o economista, o século XXI será um século de gestão coletiva, um período em que nenhuma potência sozinha vai dominar o mundo como os americanos fizeram no seculo XX, depois da queda da URSS.

— Se quisermos gerir o mundo terá que ser forma coletiva.E isso vai exigir empatia entre os países, já que os valores, a economia e apolítica diferem. A china va se ruma rande potência, mas não vai conseguir gerir o mundo sozinha. Se não fizemor isso, podemos destruir o mundo — disse Wolf.

O Globo

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