JP Borrachas e Parafusos
22 de julho de 2017
18/05/2017
Lideranças ligadas ao comércio preveem retomada da economia no Estado

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio-RN), através de dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que o comércio potiguar vem registrando quedas consecutivas há 21 meses. Os últimos dados, relativos a março deste ano, foram divulgados na semana passada e colocou o RN com queda de 5,8% em relação ao mesmo período de 2016. No primeiro trimestre a notícia é ainda pior: queda de 5,9%.

Diante do cenário, a reportagem do Agora Jornal ouviu lideranças do setor do comércio norte-rio-grandense. Um dos que atendeu ao chamado foi o vice-presidente da própria Fecomércio, Luiz Antônio Lacerda, que também é presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Macaíba. Em suma, o empresário disse que o momento político vem atrapalhando a economia brasileira, mas já é possível perceber uma saída para a retomada do setor.

“Estamos esperando que terminem essas discussões das reformas para ver se a economia começa a ser retomada no país. Nós já estamos identificando um tímido sinal de crescimento nas últimas semanas, mas nada alarmante. Hoje eu noto que tem muitos investimentos que o empreendedor acaba deixando para depois devido ao momento geral da nação”, analisou Lacerda.

“A nossa expectativa é de que no segundo semestre, já a partir do mês que vem, sejamos apresentados a números melhores, com as pessoas estando mais dispostas a realizarem investimentos no mercado. O brasileiro atualmente tem olhado muito para o cenário político federal, que é de indefinição, então isso acaba prejudicando bastante o avanço da economia”, completou o membro do setor produtivo.

Quem também se dispôs a conversar com a reportagem foi o presidente da Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Norte (Facern), Itamar Manso Maciel Júnior. Ele, por sua vez, preferiu não dar um prazo exato para que os resultados no Estado sejam perceptíveis, mas assim como Lacerda, admitiu que já é possível identificar um tímido sinal de crescimento devido aos últimos acontecimentos.

“É um momento de dificuldade. Nós encontramos uma luz no fim do túnel mas ela ainda está lutando para ficar acesa. O comércio é a referência do RN. Comércio, serviço e turismo, para se ter uma ideia, representam, juntos, 60% do PIB. Com esses números negativos do nosso setor, dá para imaginar como é que está a situação do Rio Grande do Norte atualmente”, declarou o empresário.

Itamar lembrou, ainda, que um dos impactos da queda no comércio vem sendo identificado especialmente no desemprego acentuado que é registrado em todo país, sobretudo em solo potiguar. “A consequência da queda comercial é também o desemprego, onde hoje nós estamos batendo todos os recordes nacionais deste quesito. É uma situação muito difícil, delicadíssima, que estamos lutando para que melhore. É necessário haver uma retomada urgente”, finalizou.

Para Marcelo, liberação de saldos do FGTS já é perceptível

Apesar do clima de preocupação no cenário mais amplo, a Fecomércio, na pessoa do seu presidente Marcelo Queiroz quando da divulgação dos dados de março, destacou que alguns pontos começaram a sinalizar positivamente para a sequência do ano, como por exemplo o fato de quatro segmentos do Varejo Ampliado já terem registrado aumento de vendas na comparação com março de 2016, sendo eles: Materiais de Construção (+9,4%);  Vestuário e Calçados (+11,7%); Móveis e Eletrodomésticos (+10,5%) e Livrarias e Papelarias (+5,7%).

Segundo Marcelo, no caso das Livrarias e Papelarias, o aumento nas vendas tratou-se de um “rescaldo” do movimento de volta às aulas, enquanto que nos demais seriam os primeiros reflexos da circulação de recursos extras em virtude da liberação dos saldos das contas inativas do FGTS (que começou em 15 de março).

“Estes recursos representam, para o RN, cerca de R$ 200 milhões até julho. Um dinheiro novo, circulando e do qual, boa parte vai mesmo para o consumo. Os segmentos que tiveram alta certamente estão ligados a este consumo pontual. Os lojistas destes segmentos investiram e estão investindo em ações e promoções em busca deste dinheiro. E parece estar surtindo efeito”, complementou o presidente.

JChaves

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