JP Borrachas e Parafusos
22 de julho de 2017
17/05/2017
Exportações do RN ultrapassam US$ 100 milhões em 2017

A Balança Comercial do Rio Grande do Norte chegou ao quarto mês do ano com um superávit no saldo de US$ 49,8 milhões, valor que é 52,7% maior que o acumulado no primeiro quadrimestre do ano passado, quando o saldo da balança potiguar atingiu o volume de US$ 32,6 milhões. Esse desempenho é fruto do crescimento das exportações frente às importações no referido período. A diferença de crescimento chega a 16,9 pontos percentuais até agora.

Até abril, as exportações chegaram a US$ 104 milhões, um crescimento de 27,4% em relação a igual período de 2016, quando as exportações potiguares acumulava um volume de US$ 81,6 milhões. Os produtos que mais contribuíram para esse aumento foram os melões frescos (US$ 38,2 milhões), o sal marinho (US$ 10,8 milhões) e a castanha de caju (US$ 8,9 milhões). Desde 2015, o envio de mercadorias do Rio Grande do Norte para o exterior tem apresentado uma curva ascendente, e nos últimos dois anos o crescimento das exportações foi de 12,8%.

Já as importações potiguares atingiram no intervalo de janeiro a abril deste ano um patamar de US$ 54,2 milhões. Isso representa um aumento de 10,5% em comparação com o acumulado nos quatro primeiros meses de 2016, quando o estado importou US$ 49 milhões. Os itens que mais influenciaram as importações do Rio Grande do Norte foram o trigo e misturas de trigo – (US$ 14,7 milhões), painéis ou células solares (US$ 8,2 milhões) e algodão(US$ 2,4 milhões).

Na visão do diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti, o crescimento no saldo da balança comercial foi influenciado praticamente pela fruticultura, que ganhou força no estado no último ano. “As nossas exportações de melão quase triplicaram no comparativo com o primeiro quadrimestre do ano passado”.

Segundo João Hélio, a explicação para o crescimento das exportações de frutas está relacionada à estiagem, que afetou regiões produtoras no estado vizinho Ceará, o maior concorrente no setor de produção de frutas. A escassez de chuvas obrigou grandes empresas exportadoras a expandirem as áreas de cultivo para regiões do Rio Grande do Norte que têm oferta hídrica, como é o cãs do Vale do Açu e da região de Apodi, que receberam as empresas Itaueira e Agrícola Famosa, respectivamente.

“A migração dessas empresas, associada ao câmbio favorável, acabou refletindo na produção e ampliando o nível de exportação do Rio Grande do Norte, sobretudo da fruticultura. Além disso, é importante observar a importação dos painéis solares. A tendência é        que devemos ter nos próximos meses um incremento substancial da importação desses equipamentos”, acredita o executivo.

As informações sobre o comércio internacional estão na 22ª edição do Observatório dos Pequenos Negócios, uma síntese conjuntural divulgada mensalmente pelo Sebrae no Rio Grande do Norte  que visa com  condensar  a cada mês os principais indicadores e informações da economia potiguar capazes de influenciarem direta ou indiretamente o segmento das micro e pequenas empresas e as bases produtivas do estado. O material pode ser consultado no portal www.rn.sebrae.com.br , na seção “Boletim Econômico para MPE’s”

Empregos formais

O informativo também trata do saldo de empregos com carteira assinada no Rio Grande do Norte no primeiro quadrimestre do ano, que chegou ao patamar negativo de 4.568 vagas perdidas. Entre março e abril, foram decrescidos do saldo de empregos formais do estado 331 postos de trabalho com fruto da relação entre contratações e demissões. A análise é baseada nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com o Boletim dos Pequenos Negócios, os registros dos quatro primeiros meses de cada ano, no período 2013 a 2017, mostram que em cinco anos o Rio Grande do Norte perdeu 18.890 vagas de empregos, com grave retração do mercado de trabalho. Segundo o informativo, é possível, porém, notar reversão na tendência negativa, pois em 2017 as vagas perdidas representaram 46,4% daquelas registradas em 2016, estas superiores em 2,15 vezes às do último quadrimestre.

Delirius

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